domingo, 15 de abril de 2012

GRÉCIA


TEMA: GRÉCIA

I-                    INTRODUÇÃO:

1-      Importância Histórica: Influência na cultura ocidental;

2-      Povoamento:

a-      Pelasgos (primitivos);

b-      Aqueus (micênicos);

c-      Eólios;

d-      Jônios (Ática > Atenas);

e-      Dórios (Peloponeso > Esparta).

II-                  PERIODIZAÇÃO:

1-      Período Creto-micênico (... – XI A.C.);

2-      Período Arcaico – Homérico ( XII – VI A.C.);

3-      Período Clássico (V – IV A.C.);

4-      Período Helenístico (IV – I A.C.).

III-                PERÍODO MICÊNICO (OU PRÉ-HOMÉRICO):

1-      Cidades-estados ou Reinos (principal Micenas, sendo período denominado dessa forma devido a sua hegemonia na época);

2-      Civilização Creto-micênica: encontro de culturas e a influência da cultura cretense sobre a civilização grega do período): cultura refinada.

3-      Expansão Micênica:

a-      Motivo: Pilhagem;

b-      Conquistas: Creta, Troia;

4-      Decadência dessa civilização: Invasão dos Dórios (povo guerreiro que devido a posse de armas de ferro provoca um “verdadeiro caos” na Grécia da época. OBS: alguns estudiosos contestam a veracidade desse fato);

4.1- Consequências dessa invasão:

a-      Primeira Diáspora grega;

b-      Regressão para uma fase rural-primitiva: o regime gentílico.

IV-               PERÍODO ARCAICO (OU HOMÉRICO):

1-      Genos (clãs): comunidades patriarcais lideradas por grupos familiares, onde as terras eram coletivizadas e a ideia de propriedade privada era muito acanhada);

2-      Economia:

a-      Agropastoril;

b-      Subsistência;

c-      Autossuficiente;

d-      “Coletivismo”;

e-      Pater-família (líder, privilégios de função);

3-      Desintegração do sistema gentílico: aparecimento da propriedade privada > classes sociais).

V-                 PERÍODO ARCAICO: AS POLIS (POLEIS):

1-      Esparta (Lacedemônia – Estado-Etnos):

a-      Oligárquica, agropastoril;

b-      Estrutura social: Estamental – “Patriarcal”:

Ø  Espartano:

- Cidadão (descendiam dos Dórios): sociedade militarizada;

- Educação Militarista > Ex: Kriptia (rito de passagem para fase adulta-militar, que consistia em matar hilotas);

- Infanticídio;

- Recebiam terras e hilotas do Estado (Kleros): não podiam exercer atividades econômicas, eram guerreiros “24 horas”;

Ø  Periecos: população submissa (descendentes dos povos nativos que habitavam a região (Lacônia) e que, conquistados pelos Dórios, se submeteram):

- Livres, mas tributários do Estado espartano (tributos, serviço militar);

- Liberdade de exercer atividades econômicas;

Ø  Hilotas: “Escravos do Estado” (descendentes dos povos nativos que resistiram a dominação dos Dórios e foram escravizados. OBS:  Alguns historiadores contestam a visão de escravos e preferem denomina-los de servos):

- Escravos – Servos do Estado espartano, seu trabalho sustentava as famílias espartanas;

- Revoltas constantes (o sistema de vida militarizado dos espartanos era voltado para a exploração e repressão dessa classe social).

c- Estrutura Política: Oligárquica (sistema atribuído a uma figura lendária: Licurgo):

Ø  Gerúsia: 28 gerontes, com mais de 60 anos; Administravam junto com dois reis (diarquia) a cidade;

Ø  Éforos (considerados o verdadeiro poder em Esparta): eram cinco com mais de 60 anos; cuidavam dos processos civis, da educação das crianças e da vida social dos adultos;

Ø  Ápela: assembleia dos adultos com mais de 30 anos; órgão consultivo.

2-      Atenas:

a-      Economia: agropastoril > comércio;

b-      Estrutura social:

Ø  Eupátridas (classe dominante, no início, tinha o monopólio da cidadania);

Ø  Georgois, Thetas e demiurgos (respectivamente, pequenos proprietários de terras, sem terras e comerciantes);

Ø  Metecos: estrangeiros;

Ø  Escravos: “mercadoria”; a escravidão podia acontecer por dívidas (depois esse tipo de escravidão será abolida), filho de escravo, capturados em guerras, etc).

c-      Estrutura Política:

Ø  No início era uma monarquia, sendo o rei auxiliado por um conselho de eupátridas: areópago;

Ø  Legisladores: A crise politica levou a instituição desses governantes:

·         Drácon ( 621 a.C.) : “Mítico”, leis escritas, leis severas (ex: alguns crimes eram punidos com a morte);

·         Sólon (594 a.C.): mais “sensível” aos problemas sociais: fim da escravidão por dividas, divisão social  censitária, etc.

Ø  Tirania (561 a 510 a.C.):

·         Crise política levou a instituição desse sistema. Diferente do termo atual, os tiranos seriam de cunho popular e reformistas (obras públicas, empréstimos aos pequenos proprietários, etc);

·         O principal foi Psístrato (após a sua morte seus filhos Hípias e Hiparco tentam dar continuidade, mas fracassam);

Ø  Democracia:

·         “Pai”: Clístenes;

·         Características: Elitista (só o cidadão), direta (o cidadão em assembleia decide), Ostracismo, Misthoy (“salário” para assumir cargo público), entre outras.



VI-               PERÍODO CLÁSSICO (500 A 400 a.C.):

1-      AS GUERRAS MÉDICAS: Gregos X Persas:

1.2-            Motivo básico: imperialismo persa (interesses: terras, escravos, tributos, domínio de rotas comerciais);

1.3-            As guerras: Invasão da Grécia pelos Persas:

Ø  Primeira Guerra (campanha de Dario I):

·         Pretexto: rebelião da cidade-estado de Mileto, apoiada por Atenas;

·         Invasão: 490 a.C.;

·         Derrota na batalha de Maratona;

·         Vitória grega.

Ø  Segunda Guerra (campanha de Xerxes): 480 a.C.;

·         Travessia do Helosponto;

·         Avanço pela Trácia;

·         Batalha das Termópilas (vitória persa);

·         Incêndio de Atenas;

·         Batalha naval de Salamina (vitória grega);

·         Derrote persa na batalha de Platéia;

·         Atenas continua o conflito, fortalecida pela  Liga de Delos, levando o conflito até partes do território persa.

2-      A GUERRA DO PELOPONESO (431 – 404 a.C.):

2.1- Definição: guerra entre Esparta e aliados (Liga do Peloponeso) X Atenas e aliados (liga de Delos);

2.2- Causas básicas:

> Rivalidades políticas: Democracia (Atenas) X Oligarquia (Esparta);

> Domínio, disputa de rotas de comércio.

2.3- A Guerra:

> Dura 28 anos;

> Batalhas em vários locais, dentro e fora da Grécia;

> Atenas é atingida por uma epidemia, matando milhares de atenienses, inclusive, o grande líder Péricles;

> Esse conflito termina com a vitória espartana e um breve período de hegemonia dessa cidade na região.

VII- PERIÓDO HELENÍSTICO:

1-      ANTECEDENTES: A MACEDÔNIA, O IMPÉRIO DE ALEXANDRE E OS REINOS HELENÍSTICOS:

1.2- Macedônia:

> Passa por um período de fortalecimento com Felipe II, pai de Alexandre. Esse rei impõe seu domínio sobre as cidades gregas, enfraquecidas após a guerra do Peloponeso e do breve período de hegemonia de Esparta e Tebas;

1.3- Império de Alexandre:

> Filho de Felipe da Macedônia, assume após a morte de seu pai;

> Formação do Império: em curto prazo (cerca de 10 anos), Alexandre promove uma grande expansão territorial, conquistando o grande império persa. Morre com pouco mais de 30 anos, provavelmente, assassinado;

1.4- Reinos Helenísticos:

> Surgem da divisão do império de Alexandre, após a sua morte, entre seus generais;

> Os reinos:

* Ptolomeu: Egito, Fenícia e a Palestina;

* Seleuco: Pérsia, Mesopotâmia e Síria;

* Cassandro: Macedônia;

* Lisímaco: Ásia Menor e a Trácia.

1.5- Helenismo:

> Conceito: Culturalmente: fusão de elementos da cultura grega com a cultura oriental, transformando-as em uma nova forma de expressão cultural;

> Algumas características:

* Escultura – pintura: Realismo (violência, dor, sensualidade);

* Arquitetura: Luxo, grandiosidade;

* Ciência:

- Ptolomeu: Geocentrismo;

- Erastóstenes: cálculo da circunferência da terra;

* Filosofia:

- Estoicismo (Zenão): Felicidade na virtude, equilíbrio interior;

- Epicurismo (Epicuro): Felicidade só existe na busca do prazer;

- Ceticismo (Pirro): “As coisas são como são”; não se deve julgar.


















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