TEMA: GRÉCIA
I-
INTRODUÇÃO:
1-
Importância
Histórica: Influência na cultura ocidental;
2-
Povoamento:
a-
Pelasgos
(primitivos);
b-
Aqueus
(micênicos);
c-
Eólios;
d-
Jônios
(Ática > Atenas);
e-
Dórios
(Peloponeso > Esparta).
II-
PERIODIZAÇÃO:
1-
Período
Creto-micênico (... – XI A.C.);
2-
Período
Arcaico – Homérico ( XII – VI A.C.);
3-
Período
Clássico (V – IV A.C.);
4-
Período
Helenístico (IV – I A.C.).
III-
PERÍODO
MICÊNICO (OU PRÉ-HOMÉRICO):
1-
Cidades-estados
ou Reinos (principal Micenas, sendo período denominado dessa forma devido a sua
hegemonia na época);
2-
Civilização
Creto-micênica: encontro de culturas e a influência da cultura cretense sobre a
civilização grega do período): cultura refinada.
3-
Expansão
Micênica:
a-
Motivo:
Pilhagem;
b-
Conquistas:
Creta, Troia;
4-
Decadência
dessa civilização: Invasão dos Dórios (povo guerreiro que devido a posse de
armas de ferro provoca um “verdadeiro caos” na Grécia da época. OBS: alguns
estudiosos contestam a veracidade desse fato);
4.1- Consequências dessa invasão:
a-
Primeira
Diáspora grega;
b-
Regressão
para uma fase rural-primitiva: o regime gentílico.
IV-
PERÍODO
ARCAICO (OU HOMÉRICO):
1-
Genos
(clãs): comunidades patriarcais lideradas por grupos familiares, onde as terras
eram coletivizadas e a ideia de propriedade privada era muito acanhada);
2-
Economia:
a-
Agropastoril;
b-
Subsistência;
c-
Autossuficiente;
d-
“Coletivismo”;
e-
Pater-família
(líder, privilégios de função);
3-
Desintegração
do sistema gentílico: aparecimento da propriedade privada > classes
sociais).
V-
PERÍODO
ARCAICO: AS POLIS (POLEIS):
1-
Esparta
(Lacedemônia – Estado-Etnos):
a-
Oligárquica,
agropastoril;
b-
Estrutura
social: Estamental – “Patriarcal”:
Ø Espartano:
- Cidadão (descendiam dos Dórios):
sociedade militarizada;
- Educação Militarista > Ex:
Kriptia (rito de passagem para fase adulta-militar, que consistia em matar
hilotas);
- Infanticídio;
- Recebiam terras e hilotas do Estado
(Kleros): não podiam exercer atividades econômicas, eram guerreiros “24 horas”;
Ø Periecos: população submissa
(descendentes dos povos nativos que habitavam a região (Lacônia) e que,
conquistados pelos Dórios, se submeteram):
- Livres, mas tributários do Estado
espartano (tributos, serviço militar);
- Liberdade de exercer atividades
econômicas;
Ø Hilotas: “Escravos do Estado”
(descendentes dos povos nativos que resistiram a dominação dos Dórios e foram
escravizados. OBS: Alguns historiadores
contestam a visão de escravos e preferem denomina-los de servos):
- Escravos – Servos do Estado
espartano, seu trabalho sustentava as famílias espartanas;
- Revoltas constantes (o sistema de
vida militarizado dos espartanos era voltado para a exploração e repressão
dessa classe social).
c- Estrutura Política: Oligárquica
(sistema atribuído a uma figura lendária: Licurgo):
Ø Gerúsia: 28 gerontes, com mais de 60
anos; Administravam junto com dois reis (diarquia) a cidade;
Ø Éforos (considerados o verdadeiro
poder em Esparta): eram cinco com mais de 60 anos; cuidavam dos processos
civis, da educação das crianças e da vida social dos adultos;
Ø Ápela: assembleia dos adultos com
mais de 30 anos; órgão consultivo.
2-
Atenas:
a-
Economia:
agropastoril > comércio;
b-
Estrutura
social:
Ø Eupátridas (classe dominante, no
início, tinha o monopólio da cidadania);
Ø Georgois, Thetas e demiurgos
(respectivamente, pequenos proprietários de terras, sem terras e comerciantes);
Ø Metecos: estrangeiros;
Ø Escravos: “mercadoria”; a escravidão
podia acontecer por dívidas (depois esse tipo de escravidão será abolida),
filho de escravo, capturados em guerras, etc).
c-
Estrutura
Política:
Ø No início era uma monarquia, sendo o
rei auxiliado por um conselho de eupátridas: areópago;
Ø Legisladores: A crise politica levou
a instituição desses governantes:
·
Drácon
( 621 a.C.) : “Mítico”, leis escritas, leis severas (ex: alguns crimes eram
punidos com a morte);
·
Sólon
(594 a.C.): mais “sensível” aos problemas sociais: fim da escravidão por
dividas, divisão social censitária, etc.
Ø Tirania (561 a 510 a.C.):
·
Crise
política levou a instituição desse sistema. Diferente do termo atual, os
tiranos seriam de cunho popular e reformistas (obras públicas, empréstimos aos
pequenos proprietários, etc);
·
O
principal foi Psístrato (após a sua morte seus filhos Hípias e Hiparco tentam
dar continuidade, mas fracassam);
Ø Democracia:
·
“Pai”:
Clístenes;
·
Características:
Elitista (só o cidadão), direta (o cidadão em assembleia decide), Ostracismo,
Misthoy (“salário” para assumir cargo público), entre outras.
VI-
PERÍODO
CLÁSSICO (500 A 400 a.C.):
1-
AS
GUERRAS MÉDICAS: Gregos X Persas:
1.2-
Motivo
básico: imperialismo persa (interesses: terras, escravos, tributos, domínio de
rotas comerciais);
1.3-
As
guerras: Invasão da Grécia pelos Persas:
Ø Primeira Guerra (campanha de Dario
I):
·
Pretexto:
rebelião da cidade-estado de Mileto, apoiada por Atenas;
·
Invasão:
490 a.C.;
·
Derrota
na batalha de Maratona;
·
Vitória
grega.
Ø Segunda Guerra (campanha de Xerxes):
480 a.C.;
·
Travessia
do Helosponto;
·
Avanço
pela Trácia;
·
Batalha
das Termópilas (vitória persa);
·
Incêndio
de Atenas;
·
Batalha
naval de Salamina (vitória grega);
·
Derrote
persa na batalha de Platéia;
·
Atenas
continua o conflito, fortalecida pela
Liga de Delos, levando o conflito até partes do território persa.
2-
A
GUERRA DO PELOPONESO (431 – 404 a.C.):
2.1- Definição: guerra entre Esparta
e aliados (Liga do Peloponeso) X Atenas e aliados (liga de Delos);
2.2- Causas básicas:
> Rivalidades políticas:
Democracia (Atenas) X Oligarquia (Esparta);
> Domínio, disputa de rotas de
comércio.
2.3- A Guerra:
> Dura 28 anos;
> Batalhas em vários locais,
dentro e fora da Grécia;
> Atenas é atingida por uma
epidemia, matando milhares de atenienses, inclusive, o grande líder Péricles;
> Esse conflito termina com a
vitória espartana e um breve período de hegemonia dessa cidade na região.
VII- PERIÓDO HELENÍSTICO:
1-
ANTECEDENTES:
A MACEDÔNIA, O IMPÉRIO DE ALEXANDRE E OS REINOS HELENÍSTICOS:
1.2- Macedônia:
> Passa por um período de
fortalecimento com Felipe II, pai de Alexandre. Esse rei impõe seu domínio
sobre as cidades gregas, enfraquecidas após a guerra do Peloponeso e do breve
período de hegemonia de Esparta e Tebas;
1.3- Império de Alexandre:
> Filho de Felipe da Macedônia,
assume após a morte de seu pai;
> Formação do Império: em curto prazo
(cerca de 10 anos), Alexandre promove uma grande expansão territorial,
conquistando o grande império persa. Morre com pouco mais de 30 anos,
provavelmente, assassinado;
1.4- Reinos Helenísticos:
> Surgem da divisão do império de
Alexandre, após a sua morte, entre seus generais;
> Os reinos:
* Ptolomeu: Egito, Fenícia e a
Palestina;
* Seleuco: Pérsia, Mesopotâmia e
Síria;
* Cassandro: Macedônia;
* Lisímaco: Ásia Menor e a Trácia.
1.5- Helenismo:
> Conceito: Culturalmente: fusão
de elementos da cultura grega com a cultura oriental, transformando-as em uma
nova forma de expressão cultural;
> Algumas características:
* Escultura – pintura: Realismo
(violência, dor, sensualidade);
* Arquitetura: Luxo, grandiosidade;
* Ciência:
- Ptolomeu: Geocentrismo;
- Erastóstenes: cálculo da
circunferência da terra;
* Filosofia:
- Estoicismo (Zenão): Felicidade na virtude,
equilíbrio interior;
- Epicurismo (Epicuro): Felicidade só
existe na busca do prazer;
- Ceticismo (Pirro): “As coisas são
como são”; não se deve julgar.
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