domingo, 18 de março de 2012

Homem pré-histórico na China pode ser de nova linhagem humana

FOLHA.COM

Concepção artística do homem pré-histórico que viveu na região que é atualmente a China

Eles eram baixos, tinham o rosto achatado e dentes molares grandes, se alimentavam com carnes de veado, mas o crânio estava mais para um parecido com o dos homens modernos.

"Eles", no caso, são os homens pré-históricos que viveram 11.500 a 14.300 anos atrás (quando a agricultura ainda estava nos seus primórdios), cujos fósseis estavam em uma região a sudoeste da China, em Maludong (caverna do veado vermelho). Mais especificamente em duas cavernas.

Uma das possibilidades, dizem os autores dos fósseis, é que o grupo era de humanos modernos que deixaram a África e chegaram à China, mas não legaram nenhuma contribuição genética nas pessoas que atualmente vivem no Leste Asiático.

Outra hipótese da equipe australiana que encontrou os fósseis, da Universidade australiana New South Wales, é que essa combinação incomum de características arcaicas e modernas pode ser de um representante de uma nova linhagem da espécie humana.

O achado é formado por partes de crânios e outros fragmentos de ossos que pertenceram a pelo menos quatro indivíduos.

Além deles, havia restos de vários mamíferos, muitos de espécies que ainda existem hoje, exceto ao grande veado vermelho, extinto. Seus ossos, porém, que estavam no local em abundância --mostrando a predileção dos homens pré-históricos pela carne.

Os ossos humanos são particularmente interessantes do ponto científico porque os poucos encontrados na Ásia foram mal datados ou descritos, o que dificultou formar a história dos que viveram na região asiática.

A pesquisa, publicada na edição de hoje da revista "Plos One", teve a participação da Universidade Yunnan e de mais seis instituições chinesas e cinco australianas.

China: A águia e o dragão

Antonio Luiz M. C. Costa(em Carta Capital)

Vicejou nos anos 2000 a ideia de que os EUA e a China vivem uma simbiose, a “Chimérica”, um sistema único que representava um quarto da população, um terço da economia e metade do crescimento do planeta, no qual chineses financiam e abastecem estadunidenses que em troca lhes oferecem seu mercado consumidor e financeiro. Combinada à ilusão monetária causada pela subvalorização do yuan, que fez o peso do setor externo na economia chinesa parecer maior do que realmente é, essa meia-verdade criou a ilusão de que Pequim teria seu crescimento pautado pelos EUA e jamais ousaria desafiá-lo.

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Mas a reação da China à crise de 2008 mostrou que o país quer -continuar a crescer sem depender do Ocidente e tem planos mais ambiciosos do que lhe servir de periferia industrial. E o próprio inventor da Chimérica, o historiador britânico Niall Ferguson, passou a prever, em 2010, o fim da parceria.

Enquanto tentam promover o uso internacional do yuan com acordos bilaterais com parceiros comerciais, os chineses começaram a reduzir rapidamente o peso dos títulos do tesouro dos EUA em suas reservas. Em 2002, 75% das reservas chinesas eram denominadas em dólares e esse número pouco se alterou até 2006, mas caiu para 65% em 2010 e para 54% em meados de 2011: 1,73 trilhão de dólares em um valor total equivalente a 3,2 trilhões. No final de 2011, o valor parece ter caído para 1,15 trilhão. A compra de T-bonds representou apenas 15% do crescimento das reservas chinesas nos 12 meses terminados em 30 de junho de 2011, ante 45% em 2010 e 65% na média dos últimos cinco anos. Nem a crise do euro reverteu a tendência – pelo contrário, os chineses aproveitaram seu barateamento para acelerar a diversificação, enquanto países como Japão e Brasil continuam a financiar Tio Sam.

Outro movimento é o deslocamento do foco da economia, das exportações para o mercado interno. Isso significa reduzir incentivos e privilégios dos exportadores e melhorar os salários e benefícios sociais dos trabalhadores para que estes se sintam seguros para consumir mais e poupar menos. Ao mesmo tempo, aumenta a preocupação do governo com reduzir emissões de carbono e melhorar os padrões de saúde, educação e preservação ambiental.

É uma operação delicada, pois mexe com as estruturas econômicas e interesses consolidados e a transição pode criar desemprego em setores e metrópoles inteiras que se criaram em -função do mercado externo – como, por exemplo, Shenzhen, que saltou de 300 mil para 10 milhões de habitantes em 30 anos, ao se tornar a mais importante Zona Econômica Especial do país.

Significa também desacelerar o crescimento. Em 5 de março, o primeiro-ministro Wen Jiabao abriu a Assembleia Popular Nacional com o aviso de que em nome de um “crescimento sustentável e de melhor qualidade”, a meta de expansão do PIB em 2012 será de “apenas” 7,5%. É a primeira vez, desde que medidas anti-inflacionárias reduziram o crescimento a 4% em 1989-90 e criaram o clima para os protestos da Praça Tiananmen, que o governo chinês se atreve a deixar o país crescer menos de 8% ao ano. Hoje, o crescimento da força de trabalho é menor, mais de metade já vive em cidades e o êxodo rural é menos intenso, ao -mesmo tempo que a maior ênfase no mercado interno significa mais crescimento dos serviços e menos de indústrias de capital intensivo, absorvendo mais mão de obra com menos crescimento.

Isso joga água fria na fervura dos setores minerais e agrícolas de outros países que faziam a festa com o boom industrial chinês, mas pode ser bom para seus setores industriais. Com maiores custos de mão de obra e crescimento mais direcionado ao mercado interno, a China concorrerá menos e oferecerá mais oportunidades, enquanto se volta para produtos mais sofisticados. O país que desde 2007 é o maior exportador do mundo será em 2014 também o maior importador, segundo as projeções de The Economist. Superará os EUA no tamanho de vendas no varejo também em 2014 e em gastos dos consumidores em 2023. Vale lembrar que em 2010 já o ultrapassou em produção industrial, consumo de energia e vendas de veículos.

Mas a transformação da China em superpotência tem um aspecto mais incômodo para o Ocidente, que é o crescimento de seu poderio militar e estratégico. Sua capacidade militar há muito basta para a defesa, mas a transformação da nação fechada e autossuficiente da era maoísta em potência que demanda insumos de todo o planeta – inclusive da América Latina e África, que EUA e União Europeia, respectivamente, tratavam como seus “quintais” – implica, mais cedo ou mais tarde, em capacidade militar para dissuadir rivais de ameaçar seus aliados, fornecedores e rotas comerciais em todo o planeta.

Mesmo com o pé no freio da economia, Pequim amplia suas forças armadas. No orçamento de 2012, os gastos militares crescem oficialmente 11,2% (ante 12,7% em 2011) e atingem 106 bilhões de dólares e 2,1% do PIB. Ainda é muito menos que os 739 bilhões e 4,8% do PIB dos EUA, mas as projeções de The Economist sugerem que a China deve superar os EUA em PIB real em 2016, em PIB nominal por volta de 2018 e em gastos militares em 2025.

O que isso significa, em termos qualitativos, é mais difícil de prever. Em 2011, a China apenas começou a testar seu primeiro porta-aviões e seu primeiro caça furtivo (o Mighty Dragon J-20, comparável ao Raptor F-22 dos EUA), áreas onde Washington lidera há décadas. Seu arsenal nuclear, comparável ao da França ou Reino Unido, ainda é o de uma potência de segunda classe.

Rearmamento. Caça furtivo e porta-aviões mostram disposição da China de criar forças capazes de impor respeito ao Ocidente. Foto: Wang Xizeng/AFP

Mas os chineses já mostraram a seus rivais sua capacidade de queimar etapas (inclusive, por exemplo, com seu programa espacial) e são hoje a única das cinco potências nucleares tradicionais a expandir seu arsenal atômico. Segundo o Bulletin of the Atomic Scientists, tinham 240 ogivas em 2011 (EUA e Rússia têm cerca de 5 mil cada um). Só 40 delas, hoje, podem -alcançar os EUA, mas devem ser mais de 100 em 2025 e estão construindo novos submarinos e mísseis navais capazes de colocar a outra margem do Pacífico dentro de seu raio de ação. Além disso, a habilidade dos hackers chineses na sabotagem e espionagem cibernéticas surpreendeu o Pentágono, que reage com atraso ao criar sua própria força de “ciberguerreiros”.

E as articulações geopolíticas da China já são mundiais. Têm dois eixos que se sobrepõem parcialmente e permitem superar a Chimérica. Um, econômico e comercial, é o bem conhecido BRICS. Sigla criada em 2003 por um analista do Goldman Sachs para países que pareciam só ter tamanho e potencial em comum, tornou-se, a partir de 2009, um clube real, com reuniões anuais e políticas comuns (e a África do Sul como sócio menor). A “cola” que os uniu é a China, hoje a maior parceira comercial de cada um dos outros integrantes e sua aliada na maioria dos conflitos com os países ricos e na gradual construção de alternativas ao comércio em dólares.

O outro eixo, de segurança e defesa, é a Organização de Cooperação de Xangai, que abrange China, Rússia e as repúblicas ex-soviéticas da Ásia Central (exceto, por enquanto, o Turcomenistão), com a Índia, Irã, Paquistão e Mongólia como observadores: no conjunto, mais da metade da população da Terra. Fundada em 2001 para supressão de dissidentes, separatistas, narcotraficantes e “terroristas”, começou exercícios militares e projetos conjuntos de energia e infraestrutura e expulsou os EUA de sua base no Uzbequistão. Não é uma aliança militar rígida sob um comando unificado, como é a Otan ou foi o Pacto de Varsóvia, mas em termos práticos, a China assegurou prioridade no acesso ao petróleo e minérios da Rússia e Ásia Central que o Ocidente esperava controlar nos anos 1990 e a cooperação militar do Kremlin enquanto lhe faltam seus meios próprios de ação mundial.

Os EUA, por certo, não estão alheios a esse processo. Sua resposta é reformular sua estratégia e redistribuir tropas e comandos que, 20 anos depois do fim da União Soviética, ainda refletiam as prioridades da Guerra Fria, concentrando-se ao longo da extinta “cortina de ferro”. Nos últimos anos, foram criados comandos militares para a África e a América Latina, regiões antes asseguradas, mas onde hoje Pequim disputa influência.

E em 6 de janeiro, Barack Obama anunciou uma nova estratégia cuja prioridade evidente é prevenir a hegemonia da China na região da Ásia, Pacífico e Índico. Anunciou novas bases militares na Austrália e Filipinas, ofereceu apoio a Hanói, que disputa com Pequim o mar da China Meridional e tenta seduzir Myanmar e cortejar a Índia, para prevenir uma maior aproximação com os chineses. A queda de braço com os regimes da Síria e Irã também faz mais sentido como parte desse jogo de xadrez do que como reação à improvável ameaça de Teerã ao Ocidente. Trata-se de tentar mostrar à plateia afro-latino-asiática que o bloco da Eurásia não é forte o bastante para proteger seus pupilos quando a Aliança Atlântica se decide a agir. Mas como na crise dos mísseis de Cuba, há o risco de qualquer passo em falso fazer o jogo sair do controle – e, mesmo que o pior não aconteça, de voltar a fazer pender a ameaça de aniquilação sobre toda a humanidade por mais uma geração.

PRIVATARIA TUCANA

 

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NÚMEROS,EDUCAÇÃO E A ILUSÃO DO APRENDIZADO


Na realidade, essa postagem não se trata de assuntos matemáticos no sentido restrito, mas sim, sobre educação e a superlotação na sala de aula.
Não é preciso andar muito para encontrar uma escola com salas de aulas “entupidas” de alunos. Sem medo de errar, o aprendizado fica comprometido. Essas escolas superlotadas estão mais preocupadas com o lucro da quantidade do que com o “lucro” do aprendizado. Como se aprender fosse um mero detalhe, um detalhe na malha do comércio da educação. Evidentemente, esse alento está muito mais relacionado com escolas particulares do que com as públicas. Quero dizer que não é bem assim: algumas escolas públicas, também, tem salas superlotadas. Aqui não seria o lucro da arrecadação de mensalidades, mas sim, mais verbas federais.
O que se atenta é o desconhecimento da sociedade, ou então, a despreocupação com o que se faz na escola, sendo ela pública ou particular. Fico abismado quando vejo pais irem a escola reclamar de décimos de uma nota de seu filho, passar em frente a uma sala superlotada e agir de forma indiferente.
Como se faz? Da forma que está só teremos dificuldades nas salas de aula desse país que brinca de educar seus jovens e crianças. Uma sala de aula numerosa, e não é preciso ser um doutor em educação para visualizar essa problemática, traz uma gama de problemas para o processo de ensino e aprendizagem. Nesse tipo de ambiente o barulho, por mais que se tente, é sempre grande. Como fazer para verificar tarefas e trabalhos dos alunos, sem um tempo extra para isso devido ao número extenso. E esse tipo de dificuldade é dos mais banais.
Vejo uma propaganda veiculada na TV globo sobre “amigos da escola” e penso: por que não ser um fiscalizador da escola e exigir qualidade de ensino, em vez de ser chamado para “limpar o ambiente”. Pais e educadores como eu, devem lutar para que o ambiente escolar se livre dessa chaga.

sábado, 17 de março de 2012

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PERSAS

I- INTRODUÇÃO:

1- LOCALIZAÇÃO: Irã;

2- POVOAMENTO:

> +- 6000 aC.;

3- POVOS PRIMITIVOS: Medos e Persas.

II- HISTÓRIA POLÍTICA: pontos principais

1- CIRO I(559 - 529 aC):

> anexação do território (os persas eram vassalos dos medos e esse rei persa dominou toda a região);

> Expansionismo: Lídia, Mesopotâmia;

2- CAMBISES (529 – 522aC):

> Conquistou o Egito;

3- DÁRIO I (512 – 484 aC):

> Apogeu do Império;

> Satrapias: eram províncias do império administrada por uma sátrapa escolhido pelo imperador e devedor de lealdade e impostos ao poder central;

> “Olhos e ouvidos do imperador”: especie de agente secreto que fiscalizava as províncias e as atividades dos sátrapas, comunicando ao imperador os desmandos nas províncias;

> Exercito profissional sob controle do imperador;

> Criação de extensa malha de estradas para deslocamento de tropas, comércio, controle das províncias;

> Criação do Dárico: moeda de ouro (durante tempos utilizada como unidade monetária internacional do mundo antigo;

> Inicia as Guerras Médicas (conflito com os gregos que enfraqueceu o império).

III- CARACTERÍSTICAS SÓCIO-ECONÔMICAS E CULTURAIS:

1- ECONOMIA:

> Dominante: agricultura;

> Ampla atividade comercial.

2- SOCIEDADE ESTAMENTAL:

> Classe dominante: Realeza teocrática, nobreza, comerciantes, burocracia estatal, militares de alta patente;

> Classes dominadas: artesões, camponeses e escravos.

3- CULTURA:

a- Como povo conquistador, os Persas, aproveitavam de elementos das culturas dominadas em seu favor, sendo assim, não são conhecidos como grandes inovadores culturais;

b- Religião: Zoroastrismo(Zoroastro) ou Masdeísmo(avesta: livro sagrado);

> Religião Dualistas: Bem x Mal: Bem(Ahura-mazda, Deus da luz, deveria a ser adorado e o imperador era o seu representante na terra) e o mal(Arimã, o Deus das trevas);

> Não se preocupava com templos, cultos ao ar livre, crença no paraíso e inferno;

> Vinda de um messias;

> Imortalidade da alma.