segunda-feira, 6 de junho de 2011

PARAÍBA: O QUEBRA- QUILOS (1874-1875).

O QUEBRA- QUILOS (1874-1875)

RESUMO:

Esse termo Quebra-Quilos se refere a um aspecto desse movimento que foi a destruição de pesos e medidas. Quebra-Quilos foi um movimento popular que se inicia em Ingá (Paraíba), espalhando-se para outras regiões, contra a cobrança de impostos, pesos e medidas. Iniciando-se em Ingá, teve forte repercussão em Campina Grande e Areia.

A ação inicial desse movimento se dá em Ingá. Uma discussão, em Outubro de 1874, entre um cobrador de impostos e feirantes é o estopim de ressentimentos, magoas e ódio as inúmeras cobranças de impostos que recaiam sobre esses feirantes e pequenos agricultores. O movimento toma vulto, se expande geograficamente. Em vários lugares a população invade as feiras, quebrando os pesos e medidas, além de invadirem cartórios e câmaras municipais, queimando seus arquivos.

O que teria provocado à ira de uma “população pacífica” como a sertaneja (a História oficial denomina de pacifica)?Como em História as coisas não acontecem de repente, as causas seriam várias. Em primeiro lugar o abuso dos impostos sobre uma população sacrificada e a introdução do sistema métrico de pesos e medidas (que, ao romper com o tradicional sistema de pesos e medidas, foi identificada pelo povo simples como mais uma armação do governo para explorá-los). Em segundo lugar a omissão dos grandes proprietários de terras que fazem vista grossa e não reprimem o movimento (eram os responsáveis pelo “policiamento” no sistema de guarda nacional). Essa atitude desses proprietários seria uma represália ao governo diante do “descaso” aos pleitos desse setor. Somando-se a tudo isso estava uma luta política entre a oposição e os conservadores (que estavam no poder). Para a oposição qualquer movimento que desestabilizasse o mando dos conservadores seria bem vindo, daí a omissão na repressão a esse movimento.

Como em todo movimento popular a repressão governamental foi feroz. O governo da Paraíba, diante da omissão dos grandes proprietários, pede apoio federal e de outros Estados.

REVISÃO:

1- Defina esse movimento.

2- Explique as causas desse movimento.

3- Por que a população se revolta contra o sistema de pesos e medidas?

4- Determine a “geografia” dessa revolta.

PARAÍBA: O RONCO DA ABELHA

TEMA: PARAÍBA: O RONCO DA ABELHA (1851 – 1852).

I- INTRODUÇÃO:

1- A denominação – O ronco da Abelha:

Uma abelha ronca? As nomeações que seguem determinados movimentos históricos são feitas por associações ou no clamor de termos locais. Abelha não ronca, mas faz um barulho danado quando está em ataque, dai a nomeação para esse fato histórico – uma alusão popular a uma barulheira grande.

1- Definição – Conceituação: O que foi esse movimento?

Movimento popular contra as chamadas “Leis do cativeiro”.

2- Época:

De dezembro de 1851 a Fevereiro de 1852.

3- Locais:

Paraíba: Ingá, Campina,Areia, Alagoa Nova;

Outros Estados: PE, Ceará e Sergipe.

II – AS CAUSAS GERAIS DO MOVIMENTO:

1- Leis do Cativeiro:

Decreto 797: Censo da população;

Decreto 798: Registro civil para nascimentos e óbitos (nesse momento os registros para esses tipos de caso eram feitos nas igrejas, portanto um direito da igreja católica dentro da associação Estado – Igreja).

A população associa esse decretos como se fosse uma regulamentação das força de trabalho, da população em geral para o caso de “escravização” dos homens e mulheres livres e pobres. Do sentimento de revolta ante a as péssimas condições de vida de todos, vem o sentimento de que os poderosos pretendiam solucionar a escassez de mão de obra escrava com a escravidão dos pobres. Um passo para uma conflagração.

2- CRISE DA LAVOURA DE EXPORTAÇÃO:

Crise econômica dos setores ligados a exportação de setores primários , tais como, açúcar, algodão, tabaco,, etc. Essa crise já dura séculos e se dá devido a concorrência com outros países onde a lavoura local perde mercados e eficiência. Para acentuar esse problema, após o fim do tráfico negreiro no Brasil, a mão de obra escrava negra se valoriza mais e torna seu uso nas lavouras nordestinas mais difícil. Diante da crise no Nordeste, bem como do dinamismo que o café está assumindo no Brasil, a solução encontrada por essa agricultura nordestina é se capitalizar vendendo essa mão de obra escrava para o Sudeste. No entanto quem vai substituir os escravos? A população pobre e livre se faz essa pergunta e associando aos decretos imperiais descritos acima, obtêm a resposta: nós. Está lançado o conflito, até porque os grandes proprietários passam a reclamar da preguiça e dos pobres que “não queriam trabalhar nas lavouras” da região.

3- A PARTICIPAÇÃO DA IGREJA CATÓLICA:

Antigamente as igrejas assumiam um papel parecido com os cartórios atuais, principalmente quanto ao nascimento que eram registrados nas igrejas. Essa era uma prerrogativa histórica dessa instituição. Entende-se o papel contrário da Igreja diante desses decretos que questionavam essa prerrogativa histórica, entendendo-se uma contestação a sua autoridade e ao papel “sagrado da Igreja”. Padres da várias partes da região começam a fazer um discurso de oposição incendiando ainda mais o imaginário popular. O discurso de “escravização” dos livres e pobres estava acentuando-se pelo sagrado – os padres confirmavam essa ideia popular. Dai para a conflagração não demora muito.

III – A FORMA: COMO SE DEU OS ACONTECIMENTOS?

1- O “acontecido”:

A população aproveita dos dias movimentados da vida do sertanejo, principalmente os dias de feira, para deflagrar o movimento. Dizendo assim, até parece algo organizado, mais não foi. Foi espontâneo até porque no momento da repressão não “se achou”lideres: esses foram criados pela repressão. Nas feiras o aglomerado facilita a propagação das ideias e dos intuitos.

Invadia-se locais públicos para saquear os livros de registros (apagar o rastro que poderia indicar o provável futuro escravo), ocorreram saques ao comércio local (matar a fome …). Esse movimento se espalha por algumas cidades de região, chega a haver confrontos em alguns engenhos.

2- O fim: A repressão.

O movimento foi controlado pelas autoridade após uma feroz repressão militar e punitiva (movimento de pobres …). Além disso, parte da igreja (principalmente padres capuchinhos) se compôs com essa repressão, mas de forma ideológica, anunciando que os revoltosos estavam pegando: aos pacíficos o “reino de Deus”, aos revoltosos “o inferno” (apelou-se para a fé e devoção do sertanejo). Sendo assim,, e após o governo imperial voltar atrás quanto aos decretos, o movimento perde força e desaparece.

REVISÃO:

1- DEFINA O MOVIMENTO CONHECIDO COMO O “RONCO DA ABELHA”.

2- DETERMINE SUAS CAUSAS.

3- EXPLIQUE COMO ACONTECEU.

4- o QUE LEVA A POPULAÇÃO A ASSOCIAR OS DECRETOS IMPERIAIS COMO “LEIS DO CATIVEIRO”?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

IGREJA MEDIEVAL (Ailton Lopes)

 

A Igreja exerceu o monopólio da ideologia, pois controlava o ensino e tinha o domínio sobre as obras escritas (iluminuras). As escolas pertenciam às paróquias ou às abadias e seus professores eram clérigos que difundiam, através do ensino, uma visão de mundo teocêntrica. Assim, o exercício do poder estava vinculado ao domínio do saber pela Igreja.

A Igreja medieval exerceu seu domínio tanto sobre assuntos religiosos como sobre assuntos mundanos, lançando mão de vários instrumentos de coerção para impor sua autoridade.

Aqueles que não obedecessem os ditames da Igreja eram submetidos à excomunhão. Os excomungados estavam mortos para Cristo, não podiam receber os sacramentos ou ter relações com outros cristãos. Era uma verdadeira morte social.

Um senhor feudal faltoso com a Igreja poderia ter seu feudo interditado. Pela interdição a Igreja suspendia os cultos e fechava os templos do feudo, deixando a população sem o pão do espírito, o que poderia causar revoltas camponesas.

O mais violento instrumento de força utilizado pela Igreja medieval foi a Inquisição, criada em 1183, para combater as heresias que proliferavam pela Europa. A pena de morte para bruxas e hereges foi estabelecida pelo Papa Inocêncio III (1198-1216). Esse Pontífice empreendeu a cruzada que exterminou os albigenses no sul da França, em 1209.

A Inquisição revelou-se uma reação da Igreja Católica às heresias que se contrapunham aos dogmas eclesiásticos, foi uma demonstração de força de uma instituição que estava perdendo sua hegemonia

Dentre as heresias mais importantes destaca-se a dos albigenses, também conhecidos como cátaros, seu maior reduto foi a cidade de Albi no sul da França. Negavam o clero católico. Os valdenses foram organizados por Pedro Valdo que pregava uma Igreja pobre e humilde e a igualdade entre os homens.

A Igreja interferia no plano econômico proibindo a usura, no plano político nomeando reis e senhores feudais, no plano militar regulando as guerras entre os senhores feudais pela da Pax Dei ou Paz de Deus ( lugares neutros onde a ação bélica era proibida), geralmente cemitérios, proximidade de templos, caminhos santos e também pela Treuga Dei ou Trégua de Deus (dias do ano nos quais a guerra era proibida) quaresma, dias santos e domingos. A Igreja também interferia na vida cotidiana das pessoas comuns através do monopólio civil: nascimento (batismo), casamento e óbito (extrema unção).

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914 – 1918).

 

Autor:professor Ailton Lopes.

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

(1914 – 1918)

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REDISTRIBUIÇÃO INTERNACIONAL DE MERCADOS

FATORES:

1) CRISE DO NEOCOLONIALISMO DO SÉCULO XIX:

· Concorrência Econômica entre Inglaterra e Alemanha

· Disputa Colonial

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Concorrência econômica entre Inglaterra e Alemanha

2) POLÍTICA DE ALIANÇAS

TRÍPLICE ENTENTE

 

TRÍPLICE ALIANÇA

Inglaterra

França

Rússia

X

Alemanha

Áustria-Hungria

Itália

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3) PAZ ARMADA

4) MOMENTOS DE CRISE:

· Crise do Marrocos (1905 – 1911): Disputa territorial entre França e Alemanha

· Crise Balcânica (1912 – 1913): Sérvia (apoiada pela Rússia) X Áustria (aliada da Alemanha)

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5) NACIONALISMOS:

· Revanchismo Francês

· Pan-Eslavíssimo

· Pan-Germanismo

· Grande Sérvia

6) A EXPLOSÃO DO CONFLITO

FATOR IMEDIATO:

Ø ASSASSINATO DO ARQUIDUQUE AUSTRÍACO FRANCISCO FERDINANDO (28 DE JUNHO DE 1914)

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ETAPAS:

1) 1914-1915: GUERRA DE MOVIMENTOS

· Batalha do Marne (05 a 10/09/1915)

2) 1915 – 1918: GUERRA DE TRINCHEIRAS

3) clip_image0111917:

· Saída da Rússia (Tratado de Brest-Litovsky)

· Entrada dos Estados Unidos (submarinos alemães torpedearam o Navio Lusitânia)

· “Os 14 Pontos” (Uma Paz sem Vencedores) – Presidente Woodrow Wilson - EUA

4) 1918: RENDIÇÃO ALEMÃ

· Proclamação da República de Weimar na Alemanha (09/11/1918)

· Assinatura do Armistício de Compiegne (11/09/1918)

A PAZ DE VERSALHES

Presidida por:

· Woodrow Wilson (EUA)

· Lloyd George (Inglaterra)

· Clemenceau (França)

1) O TRATADO DE VERSALHES

“Humilhação da Alemanha”

· Considerou a Alemanha culpada pela guerra;

· Exigiu a devolução da Alsácia-Lorena à França

· Criação do Corredor Polonês (Porto de Dantzig)

· A Alemanha perde suas colônias na África e Ásia

· Redução do Exército, da Marinha e proibição de existência da Aeronáutica

· Pagamento de Indenização de Guerra (US$30 bilhões)

· Criação da “Liga das Nações” (Fórum Internacional da Paz)

2) DESMEMBRAMENTOS:

· Império Áustro-Hungaro: Tratado de Saint-Germain

(Polônia, Tchecoslováquia, Hungria, Iuguslávia e Áustria)

· Império Turco-Otomano

3) FIM DA HEGEMONIA EUROPÉIA

· Transferência do Eixo Econômico da Europa para os Estados Unidos

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O QUEBRA- QUILOS (1874-1875).

 

Esse termo Quebra-Quilos se refere a um aspecto desse movimento que foi a destruição de pesos e medidas. Quebra-Quilos foi um movimento popular que se inicia em Ingá (Paraíba), espalhando-se para outras regiões, contra a cobrança de impostos, pesos e medidas. Iniciando-se em Ingá, teve forte repercussão em Campina Grande e Areia.

A ação inicial desse movimento se dá em Ingá. Uma discussão, em Outubro de 1874, entre um cobrador de impostos e feirantes é o estopim de ressentimentos, magoas e ódio as inúmeras cobranças de impostos que recaiam sobre esses feirantes e pequenos agricultores. O movimento toma vulto, se expande geograficamente. Em vários lugares a população invade as feiras, quebrando os pesos e medidas, além de invadirem cartórios e câmaras municipais, queimando seus arquivos.

O que teria provocado à ira de uma “população pacífica” como a sertaneja (a História oficial denomina de pacifica)?Como em História as coisas não acontecem de repente, as causas seriam várias. Em primeiro lugar o abuso dos impostos sobre uma população sacrificada e a introdução do sistema métrico de pesos e medidas (que, ao romper com o tradicional sistema de pesos e medidas, foi identificada pelo povo simples como mais uma armação do governo para explorá-los). Em segundo lugar a omissão dos grandes proprietários de terras que fazem vista grossa e não reprimem o movimento (eram os responsáveis pelo “policiamento” no sistema de guarda nacional). Essa atitude desses proprietários seria uma represália ao governo diante do “descaso” aos pleitos desse setor. Somando-se a tudo isso estava uma luta política entre a oposição e os conservadores (que estavam no poder). Para a oposição qualquer movimento que desestabilizasse o mando dos conservadores seria bem vindo, daí a omissão na repressão a esse movimento.

Como em todo movimento popular a repressão governamental foi feroz. O governo da Paraíba, diante da omissão dos grandes proprietários, pede apoio federal e de outros Estados.

REVISÃO:

1- Defina esse movimento.

2- Explique as causas desse movimento.

3- Por que a população se revolta contra o sistema de pesos e medidas?

4- Determine a “geografia” dessa revolta.

A Confederação do Equador (1824)

“O movimento que buscava enraizar-se no Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia, possuía essas províncias localizadas à altura da linha do Equador, derivando daí a respectiva denominação” (José Otávio).

A Confederação do Equador teria sido a tentativa de formação de um Estado (separatista?) nas províncias de PE, PB, Rio Grande do Norte e Ceará. Esse Estado teria caráter federalista, nacionalista e Republicano (mas não popular). O inicio dessa rebelião contra o governo de D.Pedro I se dá em Pernambuco, onde o movimento assume o poder por um curto período e adotam a Constituição da Colômbia.

Quais seriam as causas desse movimento? Em primeiro lugar o autoritarismo de D. Pedro expresso no fechamento da Assembleia de 1823 e na Constituição de 1824(que sepultam o desejo de mais autonomia). Os crescentes impostos determinados pelo Rio de Janeiro, que iam e não se traduziam em melhorias para a região. As crescentes dificuldades econômicas da lavoura de exportação como o açúcar que enfrentava a concorrência cubana e a concorrência do açúcar da beterraba europeu e o algodão que enfrentava a concorrência dos EUA. Neste contexto o liberalismo “radical” (nativista, antilusitano e republicano) bem expresso na figura de Frei caneca (Joaquim do Amor Divino Rebelo) seguidor das ideias do abade sièyes. O estopim foi a deposição do presidente de província (Manuel Carvalho Paes de Andrade) e a nomeação de um novo presidente por D.Pedro. Os recifenses se rebelam sob a liderança de Paes de Andrade dando inicio ao movimento.

A repressão foi feroz. Para organizar essa repressão D.Pedro fez um vultoso empréstimo a Inglaterra. Recife foi cercada por mar (lord Cochrane) e por terra (brigadeiro Francisco de Lima e Silva). Vários participantes são presos e alguns executados como Frei Caneca.

Na Paraíba esse movimento assume proporções de insurreição quando a população e as tropas aclamam o governo presidido pelo sargento-mor Félix Ferreira de Albuquerque. Nessa região, mais precisamente em Itabaiana, ás margens do riacho das Pedras se dá um confronto “que envolveu cerca de três mil e quinhentos combatentes”(José Otávio). Também aqui atua a repressão pondo fim a esse movimento.

REVISÃO:

1- Defina Confederação do Equador.

2- Explique as causas desse movimento.

3- Comente sobre esse movimento na Paraíba.

4- Caracterize a participação de Frei Caneca nesse movimento.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Professora Amanda Gurgel cala secretária da Educação e deputados

 

“A Embratel/Telebras não foi somente “privatizada” no governo FHC/PSDB/DEM. Foi estrangeirizada, vendida 100% para empresa dos EUA (MCI), que depois a revendeu para grupo mexicano.

 

http://osamigosdobrasil.com.br/2011/05/16/com-13-anos-de-atraso-imprensa-descobre-que-satelite-deve-ser-estatal/

A revista IstoÉ traz reportagem, em tom de denúncia, dizendo que o Brasil depende da empresa Star-One, de Carlos Slim, para suas comunicações por satélite.

“Descobriram” (atrasados), que satélites sob controle estrangeiro compromete a segurança nacional. A rigor, o bilionário Slim poderia desligar os satélites, deixando às cegas a comunicação entre boa parte do Brasil.

Nós já cansamos de falar isso, criticando a privatização da Telebrás.

Em 1998, quando o governo Fernando Henrique Cardoso, privatizou a Embratel de “porteira fechada”, incluindo todos os satélites, até de uso militar. Caso inédito no mundo de entreguismo militar.

Ainda que quisesse seguir a cartilha neoliberal, o mínimo que qualquer chefe de estado tinha obrigação de fazer, era passar os satélites de uso militar para o Comando da Aeronáutica.

Mas a chamada grande imprensa ficou toda caladinha durante estes 13 anos de crime de lesa-pátria.

Trechos da reportagem da IstoÉ:

Sem um satélite próprio, o País depende de estrangeiros para proteger suas riquezas, fluir informações militares e até controlar o tráfego aéreo.

Desde que o Brasil perdeu o controle sobre seus satélites, com a privatização da Embratel em 1998, nenhum caso semelhante ocorreu.

Ao contrário das principais nações desenvolvidas e emergentes do mundo, o Brasil não tem controle nem ao menos sobre um dos quase mil satélites que estão em órbita no mundo hoje. A Índia, por exemplo, tem seis deles dedicados a ela e a China, outros 60.
….
“Não há como negar, é uma ameaça à segurança nacional”, diz o engenheiro José Bezerra Pessoa Filho, do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e ex-diretor da Associação Aeroespacial Brasileira (AAB).

Em 1982, durante a Guerra das Malvinas, um dos satélites meteorológicos que fornecia imagens para o governo foi reposicionado pelos Estados Unidos e deixou de fornecer informações sobre o clima em todo o Hemisfério Sul durante dois meses. Em 2005, por conta do furacão Katrina, os americanos precisaram usar toda a potência de varredura de seus satélites para rastrear o fenômeno, reduzindo a frequência das imagens da América do Sul e do Brasil. “Se fossemos atingidos naquela época por um evento da magnitude do ciclone Catarina, que varreu a região Sul em 2004, ficaríamos no escuro”, afirma Villela [Thyrso Villela, diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB).].

A história de dependência começou com a privatização do sistema Telebrás, em 1998. A Embratel, que operava os satélites BrasilSat, passou às mãos da americana Verizon e depois da América Movil, do magnata mexicano Carlos Slim, dona da Star One.

Há, logicamente, salvaguardas pelas quais a operação desses satélites é feita somente por brasileiros. Mas os militares não têm controle sobre esses equipamentos, não podem desligar o satélite ou mudar sua posição.

De reportagem a rePORCAgem

A partir de certo ponto a reportagem da IstoÉ vira rePORCAgem, quando deprecia o programa de satélites ativo da Agência Espacial Brasileira.

O Brasil continua pesquisando e desenvolvendo satélites próprios. Tem satélites em operação, em parceria com a China. Desenvolve um satélite em parceria com a Argentina, e tem acordos com Índia e África do Sul, entre outros países.

Outro erro da revista: o desenvolvimento de satélite em si, não depende do Foguete lançador (VLS) brasileiro. São projetos à parte. Apesar do VLS ser uma conquista importante no domínio da tecnologia espacial, satélites nacionais podem ser desenvolvidos e colocados em órbita por foguetes estrangeiros.

Por Zé Augusto